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São Paulo, 18 de Outubro de 2017

Informativos





Seguro Garantia apresentou ótimos resultados no Primeiro Semestre 2017


 

Seguro para empresas cresce mais que a média no primeiro semestre

Linhas de seguros direcionados a clientes empresariais registram aumento de prêmios de 6,4%, mas apenas 16 de 37 superam inflação

 

 

O mercado brasileiro de seguros para as empresas cresceu 6,4% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Susep. O crescimento foi superior ao do mercado como um todo, que registrou aumento anualizado de 3,5%, segundo a CNSeg. Ficou também acima da inflação anualizada em junho, que chegou a 2,71%, conforme o IPCA calculado pelo IBGE.

 

Análise de 37 linhas de seguro de perfil empresarial, que excluem as de seguro rural, mostra porém que apenas 16 delas mostraram crescimento superior à inflação no período. Algumas das linhas classificadas pela Susep, como as de Riscos Nucleares e DPEM, o seguro obrigatório para embarcações, sumiram do mercado. O DPEM deixou de ser obrigatório no ano passado e há informações de que já não é mais oferecido por seguradoras que trabalhavam no ramo. A falta desse seguro foi colocada em evidência pelos recentes acidentes com embarcações na Bahia e no Pará que causaram a morte de 40 pessoas. Em 2015, o volume de prêmios de DPEM chegou a R$ 4,4 milhões.

O grosso do negócio

O mercado de seguros empresariais fechou o primeiro semestre com quase R$ 8,2 bilhões em prêmios de seguros, comparados com R$ 7,7 bilhões no mesmo período de 2016. Em 2015, o número foi de R$ 7,1 bilhões.

 

Duas linhas contribuíram de forma mais intensa para o crescimento de R$ 500 milhões observado pelo setor. A de Garantia Segurado – Setor Público acrescentou R$ 340 milhões em novos prêmios, chegando a R$ 1,13 bilhão em prêmios de seguros. O crescimento foi de 43%.

 

Já a de Riscos Diversos  teve um aumento de quase 19%, chegando a também a R$ 1,13 bilhão – um acréscimo de R$ 178 milhões em prêmios.

 

Essas duas linhas, mais as de Riscos Nomeados e Operacionais (R$ 1,44 biilhão) e Compreensivo Empresarial (R$ 1 bilhão) representam mais da metade do mercado. No caso da primeira, houve um aumento de 3,8% no volume de prêmios, e no da segunda, uma queda de 3,9%.

Altos e Baixos

A linha que teve maior crescimento no primeiro semestre foi a de Garantia ao Segurado – Setor Privado, que registrou aumento de 70,4%. Ainda assim, o volume de prêmios dessa linha, R$ 72,3 milhões, ficou abaixo do registrado em junho de 2015, que foi de R$ 90,3 milhões.

Em segundo lugar veio o seguro facultativo de responsabilidade civil para embarcações, RCF, que subiu 43,4%, mas trabalha com valores baixos, totalizando apenas R$ 1,6 milhão em prêmios.


Entre as grandes linhas, a de Crédito Interno se expandiu 23%, até R$ 400 milhões, a de D&O aumentou 11%, chegando a R$ 465,5 milhões.


Entre os negócios que se desaceleraram de forma dramática, um dos casos mais notáveis é o dos Riscos de Engenharia, cujos prêmios baixaram 20% para R$ 173 milhões.


No primeiro semestre de 2016, os prêmios do segmento já haviam caído quase 28%. Em junho de 2015, totalizavam quase R$ 300 milhões.

 

Outro setor em queda livre desde junho de 2015, é o de Riscos de Petróleo, que fechou o primeiro semestre com prêmios de R$ 145 milhões, queda anualizada de quase 17%. Dois anos antes, os prêmios totalizavam R$ 340 milhões.

 

Já os seguros Aeronáuticos tiveram uma evolução de -29%, os Marítimos, de -20%, e os de Transporte Internacional, de -19% no primeiro semestre.