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São Paulo, 19 de Outubro de 2018

Informativos





Subsea 7 do Brasil Investirá R$ 103 mi em novo Terminal no Porto de Paranaguá


O ministro da Secretaria de Portos (SEP), Edinho Araújo, assinou, na última quinta-feira (9), contrato para instalação de Terminal de Uso Privado (TUP) na área da poligonal do Porto de Paranaguá, no município de Pontal, no Paraná. A previsão é de que a Subsea 7 do Brasil, empresa de origem norueguesa que atua no ramo de óleo e gás, invista R$ 103 milhões.

A operação anunciada no porto paranaense deve gerar cerca de 300 empregos diretos na fase de construção e 700 empregos na fase de operação. “Como é bom, em tempos de ajuste fiscal, assinar um contrato de investimento”, celebrou o ministro.

O porto será para movimentação de tubos de aço carbono, rígidos e semirrígidos, bem como estruturas e demais componentes de sistemas submarinos. O vice-presidente sênior da Subsea 7, Victor Bomfim, lembrou que o momento atual é de dificuldades para o setor de óleo e gás, sobretudo pela crise enfrentada pela Petrobras.

Ele relatou que a cidade de Macaé (RJ) lembra Detroit, nos Estados Unidos, que entrou falência depois da crise de 2008. “É muito difícil investir neste momento, é preciso muita coragem. Mas as perspectivas são boas porque existe óleo de qualidade. É preciso, porém, ver regulamentação sobre a lei do petróleo”, afirmou Bomfim.

Segundo o executivo, a cadeia de petróleo e gás responde por cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e, este ano, esse porcentual ser reduzido à metade. “É muita obra parada. Se não houver movimento rápido, passaremos por perda de valor e de capacitação”, afirmou.

Área

Para implantar a nova operação, a empresa adquiriu um terreno de 2,6 mil hectares. Desse total, 45 hectares serão para o terminal. “Investimentos como este no sistema portuário trarão modernização e eficiência nas operações, tornando nossos portos mais competitivos, gerando empregos e renda neste momento de ajustes da economia”, disse o ministro dos Portos. “Estamos acelerando os processos internos para autorizar novos empreendimentos como este e para liberar as primeiras licitações de novos arrendamentos, bem como renovações antecipadas de contratos”, relatou Edinho Araújo.

 

(Fonte: Notícias do Porto. 14 de Julho de 2015. Por Sérgio Nabuosuke)